Super Bowl: Patriots e Eagles duelam sob olhares de milhões; saiba onde assistir em JP

Super Bowl: Patriots e Eagles duelam sob olhares de milhões; saiba onde assistir em JP

- Categoria: Esportes
Não há como não iniciar a história sobre o Super Bowl 52 e não puxar por Tom Brady e Bill Belichick, respectivamente, quarterback e treinador do New England Patriots. Na verdade, os dois juntos. Porque foi assim, em parceria, que eles seguem fazendo história no esporte mais popular dos Estados Unidos. Antes, em voo solo, Brady havia sido escolha de 199 no draft de 2000, aos 22 anos, enquanto Belichick nunca havia chegado a nenhuma final. Lado a lado, disputam, neste domingo, a partir das 20h30, no U. S. Bank Stadium, na cidade de Minneapolis, em Minnesota, pela oitava vez, o título da NFL - foram campeões cinco vezes.
 
Sim, do outro lado tem outro quarterback, técnico e time. Nick Foles, Doug Pederson e o Philadelphia Eagles têm a missão de repetir o que outros três times já conseguiram até hoje: desbancar o Patriots num Super Bowl. E, embora a partida tenha um favorito, não significa que o jogo que encerra a temporada do futebol americano não vá ter graça. Pelo contrário. O esporte da bola oval parece ter sido produzido sob encomenda para garantir total emoção ao público. 

Para assistir este embate histórico, o Centerplex no Mag Shopping e diversos Pubs e bares vão transmitir o evento em João Pessoa. No cinema, a exibição será completa desde a apresentação da cantora Pink, que foi convidada para cantar o Hino dos Estados Unidos, quanto o show do intervalo com o astro pop Justin Timberlake, onde os fãs poderão esperar uma emoção ainda maior ao assistir a apresentação na tela do cinema.

A exibição acontece na sala 4, a partir das 20h, horário de João Pessoa, com todo o conforto 100% prime que o Centerplex oferece. Os ingressos já estão à venda nas bilheterias e custam R$ 60 inteira e R$ 30 meia.

O evento vai ser transmitido também no Legends Pub, After Pub, Private Pub e Barraco Bar.

Exemplos não faltam, como a histórica edição de número 51, ano passado, quando Brady e companhia obtiveram simplesmente a maioria virada na história do Super Bowl, revertendo uma desvantagem de 25 pontos para o Atlanta Falcons. Ou a própria partida em que o Patriots garantiu sua passagem para o Super Bowl na atual temporada. Até o terceiro quarto da decisão da Conferência Americana (AFC), a equipe perdia por 17 a 10 para o azarão Jacksonville Jaguars, mas conseguiu a virada na parte final do jogo, que terminou 24 a 20.
 
Por outro lado, o Philadelphia Eagles teve uma final de conferência (NFC) tranquila, quando se esperava um jogo equilibrado diante do Minnesota Vikings. O placar de 38 a 7 deixa claro o passeio do time. Levando em consideração toda a temporada, a chegada do Eagles ao Super Bowl pode ser tida com uma surpresa. A equipe vinha numa ótima campanha durante a temporada regular (fase que classifica para os playoffs), mas a lesão no ligamento do joelho do quarterback Carson Wentz, no fim da temporada regular, em dezembro do ano passado, foi um banho de água fria na torcida. 
 
Explica-se: o quarterback é o cérebro do time. Quando se perde o jogador titular da posição, dificilmente uma equipe consegue manter o desempenho. Mas eis que o substituto de Wentz, Nick Foles surpreendeu a todos e deu conta do recado. A trajetória do jogador é bastante interessante. Escolhido na terceira rodada do draft em 2012 pelo próprio Eagles, Foles teve sua primeira chance naquela mesma temporada. Nos dois campeonatos seguintes, teve mais chances como titular, mas não se firmou. Passou por St Louis Rams (2015) e Kansas City Chiefs (2016) sem maior destaque até “voltar para casa”. Nesta temporada, foi decisivo nos playoffs, conduzindo o time a duas importantes vitórias.
 
No Super Bowl, Foles terá a chance da redenção. Pelo lado dos Patriots, Tom Brady prova a cada temporada a sua capacidade diferenciada. Aos 40 anos, o mais velho quarterback da NFL mantém um nível de atuação que já garante a ele um lugar entre os melhores da história. Ao mesmo tempo, a cada ano, tem que responder sobre as perspectivas de aposentadoria. No fim desta temporada, em que chegou a jogar machucado, não foi diferente. “Estou cada vez melhor e me tornando mais refinado conforme vou ficando mais velho”, respondeu o camisa 12, em entrevista recente a um canal de TV norte-americano.

Entretenimento

Os 60 minutos de bola oval voando são a grande atração do Super Bowl, mas não a única. E, às vezes, tão esperado quanto o jogo, são as atrações do intervalo. Este ano, Justin Timberlake fará o show, que no ano passado, quando teve Lady Gaga como atração principal, foi considerado o evento musical mais visto do mundo, com cerca de 118 milhões de espectadores apenas nos Estados Unidos. Essa será a terceira participação de Timberlake no evento, o que o torna o artista individual que mais participou do show do intervalo. A apresentação tem, em média, 30 minutos.  

Estádio

A inspiração veio de uma barca viking, já que o US Bank Stadium foi construído para receber os jogos do Minnesota Vikings, time de futebol americano da cidade de Minneapolis. A sede do Super Bowl 52 é simplesmente impressionante e não poderia ser diferente, já que custou cerca de US$ 1,1 bilhão, o equivalente a mais de R$ 3 bilhões. A intenção inicial era fazer um estádio aberto ou com teto retrátil, mas optou-se por um meio termo. O US Bank é todo fechado, inclusive o teto (não retrátil), mas cercado por vidro, o que permite uma deslumbrante visão da cidade. É completamente climatizado e tem capacidade para 66 mil pessoas em jogos normais e 73 mil em eventos especiais, como o Super Bowl. Foi planejado para ser uma arma contra os adversários dos Vikings. O material acústico contribui para uma atmosfera mais barulhenta. 

Rob Carr/Getty Images/AFPEstádio que vai receber o jogo custou cerca de US$ 1,1 bilhão, equivalente a R$ 3 bilhões

Podem surpreender

Os quarterbacks são as estrelas da companhia, mas sozinhos não são nada. É comum que o Super Bowl tenha heróis improváveis, como foi Julian Edelman, do New England Patriots, responsável por uma recepção milagrosa, decisiva para levar a decisão da partida com o Atlanta Falcons para a prorrogação - da qual os Pats saíram vencedores. Edelman, infelizmente, não poderá tentar repetir a dose, já que sofreu uma séria lesão no joelho na pré-temporada, mas não faltam candidatos.
 
Pelo lado do Philadelphia Eagles, Legarrette Blount tem se destacado na temporada com incríveis corridas com a bola. Ele é o líder do time em jardas corridas, com um total de 766. E o mais incrível é que, nos quatro últimos anos, o wide receiver defendia justamente o Patriots. 
 
Ok, não seria tão surpresa assim, mas Rob Gronkowski pode aparecer, sim, como herói no Super Bowl 52. Ele é o grande parceiro de Tom Brady, alvo de grande parte dos passes do quarterback. A ausência dele durante boa parte do último jogo, após sair por conta do protocolo de concussão, dificultou ainda mais a virada do Patriots sobre o Jaguars. Cumprido os procedimentos médicos, o tigh end foi confirmado e vai para partida deste domingo.

Reencontro

Não será a primeira vez que Patriots e Eagles se encontrarão num Super Bowl. Eles repetem esse ano a partida de 2005, quando as duas equipes decidiram a troféu Vince Lombardi. E o cenário era bem parecido. Os Pats chegaram como favoritos ao confronto e se impuseram. Ainda assim, o duelo foi equilibrado, terminando 24 a 21. A repetição de duelos não é algo muito comum. Esta é apenas quinta vez na história da NFL que acontece uma revanche de Super Bowl.

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