Risco de morte: Romero deixa pacientes hipertensos e diabéticos sem medicamentos em Campina há um mês

Risco de morte: Romero deixa pacientes hipertensos e diabéticos sem medicamentos em Campina há um mês

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Os pacientes hipertensos e diabéticos que recebiam medicação em casa em Campina Grande deixaram de ser atendidos há um mês e só devem voltar a ter os medicamentos em fevereiro. Segundo a Prefeitura Municipal, problemas com o sistema e falecimento de um servidor foram os motivos para a suspensão do programa Hiperdia Domiciliar.

Também está faltando antibióticos e antiinflamatórios nos postos do Programa de Saúde da Família (PSF) e usuários dizem não estar conseguindo realizar o cadastro para receber insumos para controle de diabetes.

“Está suspenso porque nós tivemos um problema no nosso sistema e a pessoa que ia organizar o sistema faleceu no final do ano. Infelizmente a gente está tendo que ver outra pessoa para que possa entrar no sistema e a gente possa mandar para a casa”, explicou a farmacêutica responsável pela Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF), Karine Moura.

De acordo com ela, a expectativa é que o funcionamento volte ao normal em fevereiro. A medicação chamada não-corriqueira, como antibióticos e antiinflamatórios, também está em falta. A última distribuição foi feita no início de dezembro e não tem previsão para que o serviço volte a ser fornecido.

Karina salientou que a medição de uso contínuo está disponível porque há estoque. No entanto, a reportagem recebeu denúncia de que há diabéticos aguardando há cinco meses para realizar o cadastro e recebeu insumos. “Se está esperando é porque não foi até a unidade saber da medicação dela, o que tem que entender é que do mesmo jeito que nós temos a responsabilidade de abastecer, o paciente também tem que ir atrás de saber o que está acontecendo porque não recebeu a medicação. Nós temos em estoque”, garantiu a farmacêutica.

A dona de casa, Ana Paula do Nascimento, 35 anos, informou que está precisando abrir mão de compras para a casa porque está desembolsando um valor alto para custear o tratamento de sua filha, Ana Eloisa do Nascimento, nove anos, diabética tipo 1.

“Eu vou até lá praticamente todos os dias, mas dizem sempre que está suspenso e não explicam o motivo. A minha filha não está verificando a glicemia todos os dias porque nós não temos condição de comprar as três caixas de fita de medição que a médica prescreveu”, contou Ana Paula.

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